O sobre endividamento das famílias portuguesas em 2019

Noticias

Em 2019, o Gabinete de Proteção Financeira (GPF) da DECO recebeu mais de 29 mil pedidos de apoio de famílias portuguesas, tendo desenvolvido 2.787 processos de acompanhamento e orientação.

O GPF divulgou hoje, 29 de Janeiro, os dados relativos ao ano 2019 e destaca, no presente, como grande preocupação o crescimento do recurso ao crédito, o que contribuiu para o aumento do endividamento dos consumidores. Defendemos que a concessão de crédito tem de ser feita de forma responsável e referimo-nos não só à área do crédito habitação, mas também ao crédito ao consumo e para outros fins. É primordial que a análise da solvabilidade do consumidor seja efetuada.

Como principal causa das dificuldades financeiras das famílias, em 2019, o desemprego foi substituído pela deterioração das condições laborais. Nesta causa incluem-se situações como: o atraso no pagamento dos salários, a perda de rendimentos, a redução de horas extraordinárias ou de comissões.
Acresce ainda que quem regressa ao mercado de trabalho é confrontado com contratos temporários e/ou parciais. Do ponto de vista financeiro, esta situação conduz a insegurança e instabilidade, aliando-se a este quadro os baixos salários que marcam a sua «integração» no mercado de trabalho.

Em média o rendimento das famílias que procuram o nosso apoio é de 1.200€, com um montante de prestações com crédito de 920€. Portanto, a taxa de esforço das famílias, que não deve ser superior a 35%, ou seja, os gastos mensais com créditos não devem absorver mais de 35% do rendimento mensal, continua a ser muito elevada: 76%.

Quanto ao perfil do consumidor que nos contacta, tem maioritariamente entre 40 e 54 anos e é casado ou vive em união de facto.

O Gabinete de Proteção Financeira está disponível para efectuar a análise e diagnóstico da situação financeira do agregado familiar, ajudar na construção de um plano de pagamentos sempre que tal seja viável e prestar apoio na renegociação das dívidas, estabelecendo contactos com os credores.

Deixe uma resposta