É urgente reduzir o uso do plástico

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Não podemos deixar de usar plástico de um dia para o outro, mas está nas nossas mãos reduzir, e muito, a sua utilização.

“O problema não é o plástico, mas o que fazemos dele”. A frase é do norueguês Erik Solheim, diretor da divisão de ambiente das Nações Unidas. Mas podia ser de qualquer um de nós. Das mais de 360 milhões de toneladas de plástico produzidas anualmente, 13 milhões vão parar diretamente ao mar. Para a produção atual de plástico são necessários 17 milhões de barris de petróleo.

É necessário diminuir o uso do plástico a partir da fonte, mas também precisamos de gerir melhor os resíduos que produzimos. Apenas 9% de todos os resíduos de plástico foram reciclados, a nível mundial. 12% desses resíduos foram incinerados e o resto, 79%, acumula-se em aterros, lixeiras ou no ambiente.

A redução do consumo de produtos descartáveis de origem plástica deve ter por base uma estratégia global que responda aos seguintes desafios:

Sensibilização dos consumidores para os impactos do plástico no meio ambiente;

Promoção de outros produtos alternativos aos que atualmente são utilizados, junto dos consumidores;

Salvaguardar que o tempo atribuído à redução dos produtos plásticos de utilização descartável é adequado, e permita uma transição gradual;

Incentivar fabricantes, produtores e retalhistas a reduzir o plástico que utilizam nas suas embalagens e/ou a procurar alternativas mais sustentáveis para as embalagens dos seus produtos.

Em Portugal, é notícia recente a resolução governamental que proíbe a administração direta e indireta do Estado de usar garrafas, sacos e louça de plástico, pretendendo ainda reduzir em 25%, num ano, o consumo de papel e consumíveis.
O Conselho de Ministros aprovou também, ontem, dia 18 de outubro, uma resolução que aumenta a contribuição dos sacos de plástico para os 12 cêntimos, ao invés dos oito cêntimos atuais.

Também em Cabo Verde, o Governo tomou medidas sobre a comercialização e utilização de sacos de plásticos. Desde Janeiro de 2016 que existe uma lei que interdita a comercialização e utilização de sacos de plásticos convencionais, com mecanismos legais que penalizam os agentes económicos que insistirem nesta prática.
Esta lei contempla coima que vai de 50 mil a 400 mil escudos, para pessoas singulares, e de 250 contos a 800 contos para pessoas colectivas, assim como a interditação da produção, importação e a comercialização dos chamados sacos convencionais que levam anos a deteriorarem-se, causando prejuízo ao meio ambiente.

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