Conhece a história dos direitos do consumidor? Episódio 3

dossiês especiais

Durante a década de 50 do século passado, foram criadas quase todas as estruturas de defesa do consumidor dos países nórdicos e da Europa Central. Desde do Conselho Sueco de Consumidores, à associação alemã, passando pela inglesa, o movimento dos consumidores evoluía e assumia um papel de relevo social em toda a Europa. Em 1960 constituiu-se a IOCU, actual Consumers International, que pretendia-se unir forças e conhecimentos além fronteiras para reforçar os direitos dos consumidores em países menos industrializados.

O momento de viragem para a mobilização dos consumidores e das organizações que com eles trabalham surgiu a 15 de Março de 1962. John Kennedy, presidente dos Estados Unidos da América, dirige-se ao Congresso com uma mensagem inovadora e disruptiva: “Consumidores, por definição, somos todos nós”. Homenageamos a força desta afirmção todos os anos, no dia 15 de Março!

Em 1974, nascia a DECO, associação portuguesa para a defesa do consumidor, que embora tenha surgido décadas mais tarde , é hoje uma das maiores organizações europeias.

A proximidade da DECO às associações de defesa do consumidor de língua oficial portuguesa foi sempre grande e, no seu 40º aniversário, em 2014, fundou com a FAAC – federação de consumidores de Angola, a Proteste – associação brasileira, a ADECO – associação de Cabo-Verde, a ACOBES – associação de Guiné-Bissau, a Proconsumers – associação moçambicana, a ASDECO – associação de São Tomé e Princípe e o Conselho de Consumidores de Macau, enquanto membro observador, a CONSUMARE – organização internacional de associações de consumidores que falam português. Mais tarde, em 2018, juntou-se a recém criada TANE Konsumidor – associação de Timor-Leste, ficando assim fechado o circulo de associações de consumidores que falam português.

“Não deixar ninguém para trás” continua a ser a preocupação das associações de consumidores. A nossa também!

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