Pesquise preços e promoções para não se endividar no delivery

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Quarentena não deve ser acompanhada de descontrole financeiro nas compras on-line. Como é muito provável que todo o país saia mais pobre da pandemia de coronavírus, em função dos gastos para combatê-lo e da quase paralisação da economia, temos de evitar ao máximo endividamento atual ou futuro. Há boas promoções nos aplicativos que entregam refeições e bebidas. E devemos continuar comparando preços antes de finalizar compras em supermercados virtuais.

Há que controlar muito bem os gastos neste período, porque o isolamento social pode nos levar a consumir mais. Longe dos familiares e amigos, estamos mais tentados a comprar um bom vinho e jantares mais caros do que de costume. Também alugamos mais filmes, encomendamos bolos e doces, porque o tempo livre parece interminável.

Como não saímos de casa, temos a impressão de não fazer muitas despesas, pois não vamos a bares, restaurantes, parques, cinemas, teatros e livrarias. O carro fica na garagem, o que economiza combustível e estacionamento.

É preciso, contudo, colocar tudo isso no papel (ou na planilha digital). É provável que a maior despesas extra ocorra mesmo nas compras de alimentos e produtos de higiene e limpeza nos mercados virtuais. Há menos produtos e preços mais salgados, além do frete.

Como há muita demanda, a entrega, em geral, tende a demorar mais, o que nos obriga a fazer encomendas extras a mercadinhos próximos. Temos de somar tudo isso, para saber direitinho se estamos desrespeitando o orçamento.

Ainda que, atualmente, tenhamos mais abertura para negociar adiamento de algumas contas, elas voltarão com tudo após o isolamento. Cartões de crédito terão de ser pagos. Faça o possível e o impossível para não recorrer ao crédito rotativo!

Se tiver de adiar algum pagamento de boleto, ligue para a empresa e converse sobre suas dificuldades. Inadimplência é um grande risco, e o desemprego vai aumentary exponencialmente antes de se estabilizar e se reduzir. Novos postos de trabalho, provavelmente informais, pagarão ainda menos do que antes do coronavírus.

O endividamento das famílias, o desemprego e o percentual de informalidade já eram muito elevados antes do confinamento. Depois dele, é bem possível que aumentem, até que a vida comece a voltar ao normal.

Por tudo isso, planejar gastos é essencial para projetar um futuro menos sofrido na economia, quando tivermos superado as ameaças à saúde e à vida, hoje nosso principal objetivo.

Maria Inês Dolci, Vice Presidente da Consumare

Artigo publicado no Jornal Folha de São Paulo 

 

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