Com a 3ª À Conversa Com termina o ciclo de webinares de 2022

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A igualdade de género foi o tema da 3ª À Conversa Com” realizada ontem, 6 de Dezembro, encerrando-se, assim e com grande entusiasmo, o ciclo de webinares de 2022. Foram oradores Susana Viseu, Presidente da Associação Business as Nature e líder do Movimento Mulheres pelo Clima dos Países de Língua Portuguesa para o Mundo, Luciani Gimenes – Presidente da Associação das Prefeitas e Vice-Prefeitas do Estado de São Paulo (APVPESP) e Graça Cabral, coordenadora do Gabinete de Comunicação da DECO. As três intervenções comprovaram a força da Mulher no mundo actual e demonstraram que “ninguém segura uma mulher segura!” (Luciani Gimenes dixit)

Durante (cerca de) 1h30m, com a presença de 15 participantes, discutiu-se fervorosamente o Objectivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) nº 5 – Igualdade de Género em diversos setores da sociedade, desde a luta contra as alterações climáticas à defesa do consumidor, passando pela administração local e regional. A conversa digital, como habitualmente, foi excelentemente moderada por Marilene Mariottoni, Conselheira da nossa Organização.

O evento abriu com uma breve intervenção da Presidente da Direção, Maria Inês Dolci, centrando-se no facto da, apesar da evolução positiva nos últimos anos, discriminação de género ainda ser uma realidade e que tem um custo económico global.

Susana Viseu apresentou o Movimento Mulheres pelo Clima dos Países de Língua Portuguesa para o Mundo, oficializado a 28 de setembro de 2022, e partilhou o Manifesto promovido por este Movimento e que faz parte do Acordo da COP 20. Alertou, desde logo, para os múltiplos efeitos, sentidos em todas as geografias, das alterações climáticas na vida das comunidades, sobretudo no quotidiano das mulheres e meninas de todo o mundo. A sua primeira mensagem centrou-se na urgência de agir em todas frentes, necessitando este Mundo, para concretizar estas metas, de cooperação, partilha de experiências e iniciativas, para além da premência de capitalizar apoios oficiais.

A riquíssima intervenção de Susana Viseu incluiu ainda a apresentação do vídeo promocional do Movimento e os seus 6 pilares de actuação: 1- Política de Diplomacia Climática
2- Empoderamento e Capacitação
3- Empreendedorismo sustentável
4 – Ciência e tecnologia de conhecimento
5 – Divulgação, comunicação e participação
6- Trabalho em rede

Luciani Gimenes relatou-nos a emocionante história do seu percurso profissional que a levou da arquitectura, sua formação académica, com experiência no planeamento urbano, ao mundo da política, nomeadamente da administração local e regional. O seu caminho, ainda jovem, mas intenso, prova que a Mulher é perfeitamente capaz de liderar e de administrar projectos, mesmo em momentos e ambientes hostis, desempenhando multitarefas com competência. Muito para além das quotas oficiais ou dos quadros legais, a Mulher nunca deixa de cumprir as suas obrigações, mesmo quando sabe que está sempre a ser avaliada e comparada. A sua bandeira é a defesa da mulher, implementando, desde o início do seu mandato como vereadora municipal, diversas políticas municipais destinadas especificamente à mulher. A sua conclusão, em todas as iniciativas desenvolvidas, tem sido constante: “Ninguém segura uma Mulher segura”.

Segundo Luciani Gimenes, a mulher tem a obrigação de empoderar e despertar outras mulheres, impulsionando-as a lutar pelo respeito pelos seus direitos. O movimento das mulheres prefeitas e vice-prefeitas, em pleno crescimento, procura responder aos desafios enfrentados por todas, tendo como meta a construção de paredes e não de muros. “Sozinhas somos divisíveis, mas juntas somos invencíveis”

O painel terminou com a intervenção de Graça Cabral que começou por referir a comunicação de 2020 da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género de Portugal, cujo lema, claro e forte, resume claramente a luta pela promoção da igualdade entre mulheres e homens “Direitos das Mulheres são Direitos Humanos”. Continuou a sua exposição centrando-se nos direitos dos consumidores no feminino, afirmando que, no presente, são as mulheres que mais procuram o apoio da DECO.

Apresentou ainda dados recolhidos em 2019 pela agência Nielsen que revelam que, em Portugal, são as mulheres as grandes responsáveis pelas compras para a casa e para a família e que são elas que impulsionam a poupança de dinheiro, de tempo, a reutilização e o aproveitamento. Também a mudança de hábitos de consumo e a escolha de produtos mais sustentáveis pertencem à mãe, mulher ou até filha da família. Apesar das decisões de compra de bens essenciais, incluindo o pagamento dos serviços públicos essenciais, serem maioritariamente geridas pela mulher, as finanças da família são, quase sempre, da responsabilidade do homem da casa. Este retrato da família média terminou com a constatação de que, em todo o mundo, as mulheres continuam a auferir menos 20% dos que os homens, ambos com as mesmas habilitações e a desempenhar as mesmas funções.

Alízia Zego, Presidente da Mesa da Assembleia Geral da Consumare, encerrou a conversa digital, com o elenco das principais conclusões das 3 intervenções, anteriores mencionadas. As suas palavras finais foram dedicadas à urgência de respeitar e cumprir os direitos das mulheres e meninas e promover o desenvolvimento sustentável.

Assista aqui à 3ª À Conversa Com, a última do ciclo de lives organizado pela Consumare em 2022.

Estamos juntos! Juntas! Juntes!

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