Idosos alvos fáceis de vendas agressivas
Comemorou-se a 1 de outubro o Dia Internacional do Idoso e, por essa razão, a CONSUMARE dedica este artigo aos consumidores com mais idade, pretendendo alertá-los para as práticas comerciais desleais.
O consumidor idoso é, por vezes, visto por empresas pouco escrupulosas como “alvos fáceis” a persuadir na contratação de serviços e ou de bens. É necessário, pois, que estes consumidores estejam atentos e informados, de modo a agirem seguramente e perante uma abordagem desleal ou enganosa de um técnico de vendas.
A verdade é que as vendas agressivas dirigem-se em especial a este segmento de consumidores, pois são estes que têm uma maior vulnerabilidade, menos informação e sobre os quais é mais fácil exercer coação que os obriga à compra de produtos ou de serviços que não desejam. As vendas agressivas incentivam os consumidores mais idosos a adquirirem produtos e serviços, utilizando estratégias comerciais que, aliadas às suas fragilidades dos consumidores, conduzem à tomada de decisões irrefletidas, com graves prejuízos para os seus interesses económicos.
É importante que o consumidor sénior denuncie sempre que se sentir pressionando para assinar algum documento, sem realmente o querer fazer ou quando são omitidas informações ou até prestadas informações falsas.
O que aconselha a CONSUMARE aos consumidores idosos:
- Ler atentamente o contrato proposto.
- Esclarecer todas as dúvidas. Se não for possível, pedir uma cópia do contrato e recorrer a serviços de apoio ao consumidor.
- Se sentir pressão para a assinatura do contrato, saiba que tem 14 dias para pôr termo ao contrato sem que para tal tenha de pagar qualquer indemnização ou alegar qualquer motivo. Neste caso, envie uma carta registada com aviso de receção (informação aplicável aos países em que existe regulamentação para as vendas à distância).
- Caso o contrato tenha sido celebrado com base numa prática agressiva, saiba que dispõe de um ano para anular o contrato.
- Denunciar às entidades competentes dos sectores em causa (Banco Nacional e Inspeção das Actividades Económicas, por exemplo) para que esta atue dentro das competências que lhe estão atribuídas, aplicando multas a estes profissionais e empresas.
Conte sempre com o apoio das associações de consumidores!
