Temos de controlar até as menores despesas
Não se empolgue demais com compras de comida ou uso de transporte por aplicativo. Como são necessidades frequentes – todos temos de nos alimentar e de usar meios de transportes –, poderemos inflar as contas do cartão de crédito. E isso ocorrerá porque não teremos a sensação de gastar ao comprar uma pizza ou solicitar um veículo para nos levar a um show.
Além de registrar as despesas, seria fundamental definir limites de valor para esses gastos. Para tal, basta responder à pergunta: quanto posso gastar com isso por semana? Todas as vezes em que estivéssemos próximos desse teto de gastos, saberíamos que teríamos de controlar ainda mais as compras.
Isso vale, além disso, para ocasiões especiais de compras, como a Black Friday, sempre em novembro, as compras de Natal e as despesas com viagens de férias.
Mas por que ser tão severo com os pagamentos que costumamos fazer quase todos os dias? Porque um mês tem 30 ou 31 dias (fevereiro, 28 ou 29). Então, o que parece uma despesa insignificante, talvez seja multiplicada por 10 ou por 20.
Devemos sempre nos lembrar, também, que há despesas obrigatórias e que podem ser feitas ou não. Obrigatórias de valor fixo, ao menos por tempo determinado, são aluguel, prestação da casa, condomínio, energia elétrica, água, impostos, escola particular, combustível ou transporte coletivo.
E há despesas cujos preços podem variar, como refeições – dependendo do prato escolhido e do bar ou restaurante –, lazer, medicamentos (se forem genéricos, por exemplo, serão mais baratos).
O que não costuma variar tanto é a renda. Geralmente, ela se mantém por um ano, exceto para microempreendedores e microempresários, mas, nesses casos, podem decrescer, em lugar de aumentar.
E uma dica para quem vai receber, dia 29 próximo, a primeira parcela do 13º salário: se tiver dívidas atuais ou projetadas para as próximas semanas, separe uma parte ou toda a parcela para quitá-las ou reduzi-las.
Cláudio Consídera, Conselheiro da CONSUMARE
in Estadão online , 24.11.2025
