“Após esta pandemia, o mundo será diferente”, afirma coordenadora dos Médicos Sem Fronteiras
A afirmação peremptória é de Claudia Lodesani, médica coordenadora da organização Médicos Sem Fronteiras para a emergência de Covid-19 na Itália, um dos países mais afectados pela pandemia. Esta médica relatou a imprensa como o sistema de saúde do país, apesar de ser extremamente desenvolvido, entrou em colapso rapidamente diante do grande número de casos de infecção pelo novo coronavírus.
Face ao cenário de Itália, Espanha e toda a Europa, a situação em África tem provocado grande preocupação na Organização Mundial da Saúde e nas Nações Unidas. Multiplicam-se os alertas em relação à propagação da Covid-19 no continente africano que será tão rápida como no velho continente, mas com serviços de saúde menos preparados para enfrentar uma pandemia.
Poucas condições de higiene e sistemas de saúde deficitários. Parecem estar reunidas as condições para transformar o continente africano num recordista de números no que diz respeito à Covid-19.
Toda a comunidade médica e científica alerta para a necessidade de, depois de ultrapassada a crise na Europa, estender a mão ao continente africano para que se possa vencer os efeitos da pandemia. Além dos efeitos da saúde e a perda de vidas, as limitações impostas à circulação enfraquecerão ainda mais a economia dos países africanos e provocarão o aumento do nível de pobreza no continente. Situação que, segundo os especialistas, só poderá ser resolvida “com ajuda externa”.
Temos de cumprir as indicações da OMS e contribuir para debelar a pandemia. “O mundo será diferente”.

