Novo coronavírus: nem toda a informação que circula é verdadeira

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As falsas notícias, boatos e mitos proliferam nesta altura de grande preocupação e instabilidade. É importante que o consumidor saiba procurar fontes de informação credíveis. Deixamos-lhe alguns exemplos de rumores e informações enganosas que circulam na internet e nas redes sociais. Leia o artigo na íntegra.

 Aparecimento do novo coronavírus

Um dos primeiros mitos sobre o novo coronavírus a ser divulgado mundialmente está relacionado com o seu aparecimento. Muito se tem escrito sobre a  criação do SARS-CoV-2 em laboratório, com várias versões que envolviam a China e os Estados Unidos. Porém, a comunidade científica tem afastado estes rumores e ainda tenta descobrir a origem exacta do vírus.

Lavar-se com soluções à base de álcool e desinfectar-se com vinagre

Lavar o corpo inteiro com soluções à base de álcool ou cloro não mata os vírus que já entraram no corpo. A pulverização de tais substâncias pode, inclusive, ser perigosa se atingir os olhos ou a boca. Tanto o álcool como o cloro podem ser úteis na desinfecção de produtos e superfícies, mas têm de ser usados apropriadamente.

Lavar as mãos com vinagre ou gargarejar com água e vinagre não são soluções para prevenir ou combater a covid-19, já que não há provas científicas da sua eficácia.

Superalimentos ou suplementos alimentares

O alho tem sido promovido como um alimento que tem propriedade “mágicas” de cura e prevenção da covid-19. Na verdade, este é um alimento saudável e que pode ter algumas propriedades antimicrobianas. Todavia, comer alho (aliás muito alho) para se proteger do novo coronavírus é outra informação sem fundamento a ser divulgada nas redes sociais.

O mesmo se passa com o uso de óleo de sésamo que é divulgado como a melhor gordura para prevenir a doença. Novamente não há provas cientificas que sustem esta teoria.

A vodka e outras bebidas alcoólicas não destroem o vírus. Estas bebidas não contêm álcool etílico suficiente (40%, face aos 70% necessários) para matar o coronavírus. Para além de ser um mito sem qualquer veracidade, o consumo excessivo de bebidas alcoólicas é sempre prejudicial.

O clima frio e a neve não matam o novo coronavírus

Não há nenhuma razão para acreditar que o frio ou a neve consigam eliminar o SARS-CoV-2 ou qualquer outro microrganismo causador de doenças. Também é falso que o coronavírus não se transmite em zonas quentes e húmidas. A evidência da epidemia nos continentes do hemisfério sul comprova que a propagação pode ocorrer em todas as áreas geográficas.

Tomar banhos quentes não previne a covid-19

Tomar banho com água extremamente quente não só não elimina o vírus,  como pode provocar queimaduras.

As encomendas da China podem trazer vírus

É pouco provável que as encomendas da China transmitam o vírus. O Centro de Controlo e Prevenção de Doença norte-americano e a OMS consideram-nas seguras.

Os dados sobre estes dois vírus indicam que sobrevivem pouco tempo “em superfícies” e que se transmitem, sobretudo, através de gotículas de saliva. Assim, é pouco provável haver contágio através de encomendas provenientes da China, em trânsito durante vários dias ou semanas, à temperatura ambiente.

Contra toda esta informação enganosa, importa divulgar a importância de lavar as mãos de forma adequada,  de manter o isolamento ou o distanciamento social e de limpar cuidadosamente as superfícies de casa mais acessíveis a todos, como por exemplo, as maçanetas, as torneiras, os teclados de computador e os telefones.

 

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